Da Sociedade da Informação à Sociedade do Conhecimento
O estudo do ciclo evolutivo proposto por Alvin Toffler, a proposta de macrotransições de Erin Laszlo, o surgimento da sociedade em rede estudada por Manoel Castells, e a espiral dinâmica de Graves, entre outros nos auxiliam na reflexão sobre as etapas e formas da evolução social, além dos tipos de gestão do conhecimento enfatizando a importância de valorizar tanto a tecnologia quanto o ser humano, quando tratamos de questões relacionadas com a gestão do conhecimento nas organizações.
Com os avanços da tecnologia o trabalho passou da fase de hardwork para softwork, e em um período bem mais curto para mindwork, caracterizado em particular pelo capital intelectual e social, pelas redes e pelos chamados trabalhadores do conhecimento.
Hardwork: no período da sociedade agrícola, a terra era muito valorizada como riqueza, e a fonte da vida estava na subsistência possibilitada por esse recurso.
Softwork: na sociedade industrial, riqueza torna-se sinônimo de trabalho, supervalorizando-se a energia, primeiro a energia física depois a energia a vapor, energia elétrica, crescendo os níveis de abstração.
Mindwork: na sociedade pós-industrial, o homo planetarius realiza muito mais um trabalho intelectual, em que o recurso essencial é o conhecimento e a comunicação que integram desejos e necessidades oriundas das várias manifestações humanas.
Toffler (1992) observa três ciclos evolutivos da história da humanidade. A primeira onda foi caracterizada pela mudança da cultura nômade para uma civilização agrícula.
A segunda onda foi marcada pela Revolução Industrial impulsionando o surgimento de uma corrente mecanicista da administração. Na terceira onda a informação passa a ser mais valorizada do que os recursos materiais, tornando-se a base do trabalho. O conhecimento domina a nova civilização, o capital intelectual é mais valorizado que outros recursos e o capital, surgindo o trabalhador do conhecimento.
Lembrando as macrotransições de Laszlo (2001), que mostram como a consciência da civilização passou por etapas ora marcadas pelo mythos, pelos theos, o logos clássico e o moderno, e o holos.
Mythos: a consciência mítica estabelece uma forma de o homo ruralis se situar no mundo.
Theos: com o passar do tempo, o homo ruralis transfere aos deuses a responsabilidade por sua vida.
Logos: no logos clássico da filosofia, com o uso da razão, o homem almeja encontrar a verdade de todas as coisas. O logos moderno esta voltado para a matéria, fenômeno concreto e mais fácil de ser observado do que a essência.
Holos: o logos clássico esta voltado para a mente, e o logos moderno, para a matéria.
O grande desafio da gestão do conhecimento é possibilitar que a informação sobre problemas sociais apareça de acordo com as possibilidades reais, na era da globalização, a gestão do conhecimento nas organizações precisa estar direcionada para o desenvolvimento sustentável, ao acompanhar essas tendências para uma moderna visão da gestão do conhecimento.
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